O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), reafirmou seu apoio à indicação do ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, para a vaga aberta na corte, durante uma solenidade em São Paulo, realizada no dia 6 de novembro de 2023. Mendonça foi homenageado com um colar da Assembleia Legislativa de São Paulo, evento que contou com a presença de Messias, indicado ao STF pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Em seu discurso, Mendonça lembrou sua trajetória na AGU e expressou seus desejos a Messias: “Faço votos de que em breve você possa deixar a AGU por um bom motivo, de estar comigo ali no Supremo Tribunal Federal”. O ministro já havia demonstrado simpatia pela escolha de Messias, que, assim como ele, é evangélico. Vale ressaltar que Messias ainda precisa passar por sabatina no Senado.
O ministro Mendonça, que é relator de casos de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e do escândalo do Banco Master, fez uma defesa enfática da imparcialidade do Judiciário. Ele afirmou que “o magistrado só pode ter um interesse: fazer o que é certo” e comprometeu-se a buscar ser imparcial em suas decisões. “Não tenho esse direito de prejudicar A e beneficiar B. A missão que me foi concedida não me dá esse direito”, enfatizou.
Durante a cerimônia, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), elogiou Mendonça como relator, afirmando que ele é “alguém que fará justiça”. O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também destacou a imparcialidade de Mendonça, considerando-o um exemplo para o Judiciário. Tarcísio afirmou que o magistrado representa uma “grande esperança” para o povo brasileiro, reiterando a importância de instituições fortes para o país.
Opinião
A defesa da imparcialidade no Judiciário, especialmente em um momento de polarização política, é crucial para a credibilidade das instituições e a confiança da sociedade.





