A arroba do boi gordo voltou a ultrapassar o patamar de R$ 338,15 em Mato Grosso do Sul, acumulando uma alta de 10% em 12 meses. Este aumento é resultado de uma série de fatores, incluindo a menor oferta de animais prontos para abate e a recuperação da demanda internacional.
Dados da Granos Corretora indicam que a cotação subiu de R$ 304,86 em abril de 2025 para R$ 338,15 em abril de 2026. Considerando impostos, o valor chega a R$ 343,75, marcando uma recuperação significativa após um ciclo de queda nos anos anteriores. Em abril de 2024, a arroba atingiu seu menor patamar, a R$ 212,60.
Fatores de Sustentação
Conforme o boletim Casa Rural, elaborado pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul), a menor oferta de animais prontos para abate é um dos principais fatores que sustentam a alta recente. O relatório aponta que a demanda se mantém consistente, mesmo com a redução no número de abates, que caiu 3,5% em fevereiro de 2026 em relação a janeiro.
As exportações para a China continuam a ser um dos principais motores do mercado, representando 39,8% da receita com exportações, totalizando US$ 541 milhões. Apesar da liderança, houve uma redução de 8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desafios e Incertezas
O cenário internacional também apresenta desafios, com a confirmação de surtos de febre aftosa em rebanhos na China. O Ministério da Agricultura chinês confirmou casos em regiões como Gansu e Xinjiang, o que pode impactar a produção local e, consequentemente, aumentar a demanda por carne importada.
Analistas acreditam que a situação pode gerar oscilações nos preços da arroba do boi gordo no Brasil. A combinação de menor oferta de animais, a continuidade das exportações e as incertezas no mercado internacional reforçam a expectativa de que os preços se mantenham elevados ao longo deste ano.
Opinião
A recuperação da arroba do boi gordo é um sinal positivo para o setor, mas as incertezas relacionadas à China e à saúde animal exigem atenção constante dos produtores.





