O novo ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que os Correios precisarão implementar um novo Programa de Desligamento Voluntário (PDV) após a falha do primeiro, que não atendeu às expectativas. A estatal, que acumula prejuízos bilionários nos últimos anos, enfrenta um desafio estrutural que exige medidas mais rigorosas para sua reestruturação.
Durante entrevista à GloboNews, Durigan destacou que o primeiro PDV não resolveu os problemas financeiros da empresa e que o governo está exigindo eficiência e modernização. “Não pode ter mais um empregado separando cartas”, afirmou, enfatizando a necessidade de digitalização dos processos.
Medidas e Empréstimos
Para auxiliar na recuperação dos Correios, o governo garantiu um empréstimo de R$ 12 bilhões com um consórcio de bancos, o que aumentou a pressão por resultados efetivos. O ministro criticou a defasagem operacional da empresa em comparação com padrões internacionais, apontando que a automação é essencial para aumentar a produtividade e reduzir custos.
O PDV foi prorrogado até o dia 7 de abril, após registrar apenas 2,4 mil interessados, quando a meta era desligar 10 mil servidores em 2026. A meta de economia anual com essas demissões seria de R$ 2,1 bilhões.
Reestruturação e Futuro
A reestruturação dos Correios prevê a redução de até mil pontos deficitários, com o objetivo de voltar ao lucro em 2027. A empresa está se preparando para um novo modelo de negócios, que inclui fusões, aquisições e parcerias estratégicas, especialmente no setor de e-commerce.
Durigan também defendeu a antecipação de parcerias com a iniciativa privada para aumentar a eficiência, sem a intenção de privatização, um plano que foi abandonado pelo atual governo. O ministro enfatizou que os Correios devem se adaptar às novas exigências do mercado e do cenário econômico.
Opinião
A reestruturação dos Correios, sob a liderança de Dario Durigan, é um passo necessário para garantir a sustentabilidade da estatal, mas a execução eficaz das medidas será crucial para evitar novos fracassos.





