Futebol

Gabriele Gravina renuncia à presidência da FIGC após fiasco da seleção italiana

Gabriele Gravina renuncia à presidência da FIGC após fiasco da seleção italiana

O presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC), Gabriele Gravina, renunciou ao seu cargo em 2 de novembro de 2023, após a seleção italiana, a Azzurra, ser eliminada na repescagem europeia e não se classificar para a Copa do Mundo pela terceira vez consecutiva. A decisão foi anunciada em um comunicado oficial da entidade.

Gravina, que estava à frente da FIGC desde 2018, viu a Itália perder a vaga no Mundial que ocorrerá entre Estados Unidos, México e Canadá. A eliminação aconteceu após uma derrota nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina (4-1), após um empate em 1 a 1 durante os 120 minutos da partida realizada em Zenica.

Pressão e Críticas

O ministro dos Esportes da Itália, Andrea Abodi, havia solicitado a saída de Gravina, considerando-o o principal responsável pela situação crítica do futebol italiano. Em suas palavras, o futebol italiano precisa ser “refundado” e isso deve passar por uma “renovação na diretoria da FIGC”.

Após a derrota, Gravina convocou um conselho para avaliar sua gestão, mas a pressão aumentou. Ele anunciou sua renúncia e convocou uma assembleia extraordinária que ocorrerá em 22 de junho de 2024, em Roma, para a escolha de seu sucessor.

Futuro do Futebol Italiano

O próximo presidente da FIGC enfrentará o desafio de encontrar um novo técnico para a seleção, já que Gennaro Gattuso, atual treinador, também deve deixar o cargo até a mesma data. O ex-goleiro Gianluigi Buffon já se demitiu do cargo de gerente-geral da seleção após a renúncia de Gravina.

A Itália, que sediará a Eurocopa de 2032 em conjunto com a Turquia, ainda precisa acelerar a organização do torneio, enquanto o presidente da UEFA, Aleksander Ceferin, ameaçou retirar o evento do país caso não haja avanços na modernização dos estádios, considerados “entre os piores da Europa”.

Opinião

A renúncia de Gravina marca um momento crucial para o futebol italiano, que enfrenta uma crise profunda e a necessidade urgente de renovação e reestruturação.