A advogada argentina Agostina Páez, ré por injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, no Rio de Janeiro, já está de volta ao seu país. Segundo o jornal argentino La Nácion, ela pousou em Buenos Aires na noite de 1 de novembro de 2023.
O incidente ocorreu em 14 de janeiro de 2023, quando Agostina se envolveu em uma discussão com os funcionários do bar, causada por uma suposta cobrança indevida na conta. Durante a briga, a advogada usou a palavra ‘mono’, que em espanhol significa macaco, e imitou gestos de macaco, ofendendo um funcionário negro do estabelecimento. Além disso, ela fez ofensas racistas a outros dois funcionários, totalizando três crimes de injúria racial.
No dia 31 de outubro, a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a volta de Agostina Páez à Argentina, devolvendo seu passaporte e permitindo que ela retirasse a tornozeleira eletrônica que usava. Para deixar o país, a advogada pagou uma fiança de R$ 97 mil, equivalente a 60 salários mínimos, conforme determinado pela Justiça. Ela havia sido presa por algumas horas no dia 6 de fevereiro, mas foi liberada sob a condição de usar a tornozeleira eletrônica até o pagamento da fiança.
Apesar de sua volta à Argentina, o processo de injúria racial contra Agostina continua em andamento. À imprensa local, ela expressou arrependimento por sua reação durante o episódio.
Opinião
A situação de Agostina Páez levanta importantes questões sobre racismo e responsabilidade nas interações sociais, especialmente em um país como o Brasil, onde a luta contra a discriminação racial é uma batalha constante.





