A Anvisa descartou risco à saúde pública e à população após o furto de materiais biológicos de um laboratório da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). O incidente, que envolveu ao menos 24 cepas diferentes de vírus, foi confirmado em nota pela instituição, que ressaltou a segurança de seus protocolos de biossegurança.
As cepas furtadas estão ligadas a vírus como dengue, chikungunya, zika, herpes, Epstein-Barr, coronavírus humano, entre outros. A Unicamp afirmou que a Anvisa confirmou oficialmente que o material não oferece risco à saúde pública.
Prisão e Liberdade Provisória
A professora e pesquisadora Soledad Palameta Miller foi presa pela Polícia Federal no dia 23 de outubro, sob suspeita de envolvimento no furto do material biológico do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada. Um dia depois, a Justiça Federal concedeu liberdade provisória à professora, mas impôs medidas cautelares, incluindo a proibição de acessar laboratórios relacionados à investigação.
Investigações em Andamento
A investigação também analisa o possível envolvimento do marido de Soledad, Michael Edward Miller, no furto. A Polícia Federal está apurando se ele teve participação na produção, armazenamento ou transporte de organismos geneticamente modificados sem autorização.
O desaparecimento das amostras virais foi constatado em 13 de fevereiro, quando caixas contendo o material foram notadas como faltantes em uma área classificada como NB-3, que possui rigorosos protocolos de biossegurança. Durante as buscas, parte do material foi encontrada em diferentes locais da Unicamp.
Opinião
O caso levanta questões sobre a segurança em instituições de pesquisa e a importância de rigorosos protocolos para evitar incidentes semelhantes no futuro.





