O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) realizou no dia 31/03/2026 a retotalização dos votos das eleições de 2022, após a cassação de Rodrigo Bacellar pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Bacellar, que foi eleito pelo Partido Liberal (PL) e posteriormente migrou para o União Brasil, teve sua vaga recuperada pelo PL com a ascensão do Delegado Carlos Augusto.
A retotalização foi uma determinação do TSE, que cassou o mandato de Bacellar em 24/03/2026 e o declarou inelegível. A recontagem de votos resultou na anulação de 97.822 votos de Bacellar, mas não alterou a distribuição de cadeiras entre os partidos.
Investigação e Prisão de Bacellar
Rodrigo Bacellar foi preso pela segunda vez sob a ordem do ministro Alexandre de Moraes, que fundamentou a prisão na decisão do TSE. Os advogados de Bacellar, Daniel Bialski e Roberto Podval, contestaram a medida, alegando que o ex-deputado estava cumprindo todas as medidas cautelares impostas pelo STF.
Bacellar é alvo de investigações por suposto vazamento de informações sigilosas relacionadas a uma operação policial contra o ex-deputado estadual TH Joias (MDB). A prisão preventiva de Bacellar foi revogada pela Alerj, mas ele continua sob medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Próximos Passos na Retotalização
O TRE-RJ informou que a retotalização considerou apenas a lista de suplência original, sem levar em conta migrações partidárias ou outras questões. Nos próximos dias, o tribunal analisará os documentos enviados pelos partidos, e a próxima análise da retotalização está marcada para 14/04/2026.
Opinião
A situação de Rodrigo Bacellar é um reflexo das complexas dinâmicas políticas e jurídicas que permeiam o cenário eleitoral brasileiro, levantando questões sobre a integridade do processo eleitoral.





