Internacional

Thiago Ávila é detido na Argentina e expulso por ordem de Javier Milei

Thiago Ávila é detido na Argentina e expulso por ordem de Javier Milei

O ativista pelos direitos humanos Thiago Ávila, conhecido internacionalmente por sua atuação em defesa da causa Palestina, foi detido em Buenos Aires no dia 31 de outubro. Ele chegou ao Aeroparque Jorge Newbery com sua esposa e filha, mas teve o ingresso negado pelo governo do presidente Javier Milei.

Ávila participaria de atividades da Global Sumud Flotilla, um movimento que busca levar apoio internacional a comunidades afetadas por violações de direitos humanos, especialmente na Faixa de Gaza. Ao desembarcar, foi abordado pela polícia aeroportuária, que alegou problemas com seu passaporte e o separou de sua família.

De acordo com relatos de apoiadores e de sua companheira, Laura Souza, os policiais informaram que Ávila não seria bem-vindo na Argentina e que não poderia participar das atividades programadas. A ordem para sua detenção teria vindo do alto escalão do governo argentino, alinhado com a defesa do Estado de Israel e a posição de apoio à guerra em Gaza.

Após se recusar a ser deportado imediatamente para o Uruguai, Ávila foi levado ao Aeroporto de Ezeiza, de onde partirá para Barcelona no dia 1º de novembro. Sua viagem já estava prevista antes de sua passagem por Buenos Aires.

No ano passado, Thiago Ávila e outros ativistas, incluindo cerca de 11 brasileiros, foram capturados por forças israelenses ao tentarem chegar à Faixa de Gaza por via marítima. O episódio gerou grande repercussão internacional e resultou em denúncias de tortura durante a detenção.

Opinião

A detenção de Thiago Ávila levanta questões sobre a liberdade de expressão e o tratamento a ativistas em países que se alinham com políticas internacionais polêmicas.