Economia

Petrobras reajusta querosene de aviação em 55% e passagens podem disparar

Petrobras reajusta querosene de aviação em 55% e passagens podem disparar

A Petrobras anunciou um reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), que entrará em vigor a partir de 1º de abril de 2026. Essa medida, motivada pelos efeitos da guerra no Oriente Médio sobre os preços internacionais do petróleo, pode impactar significativamente os custos das companhias aéreas, que já enfrentam desafios financeiros.

O querosene de aviação representa cerca de 36% dos custos operacionais das companhias aéreas. Para cada US$ 1 de reajuste no QAV, as empresas precisam aumentar as passagens em 10% para compensar o impacto financeiro. Recentemente, levantamentos indicaram que as tarifas de passagens já aumentaram em média 15% em apenas 10 dias.

Além disso, o IBGE informou um aumento de 5,94% nas tarifas na primeira quinzena de março, tornando-se o item com maior impacto na inflação do mês. A Vibra Energia, responsável pela distribuição do QAV nos aeroportos brasileiros, também confirmou que irá repassar o reajuste, sendo que a empresa estava vinculada à BR Distribuidora, privatizada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O diretor da Abra, Manuel Irarrázaval, comentou que o reajuste é um crescimento moderado para o mês de abril, mas a situação já gera preocupações entre os consumidores e as companhias aéreas. Em conferência com analistas, ele destacou que a companhia precisa aumentar as passagens em 10% para cada US$ 1 a mais no preço do QAV, o que representa um custo adicional de US$ 70 milhões mensalmente.

Opinião

O aumento no preço do querosene de aviação traz à tona a necessidade de um debate mais amplo sobre a sustentabilidade e a viabilidade econômica do setor aéreo no Brasil.