Eleições

Kiko Celeguim defende Kassab como vice de Lula enquanto PSD lança Caiado à presidência

Kiko Celeguim defende Kassab como vice de Lula enquanto PSD lança Caiado à presidência

O presidente do PT de São Paulo, o deputado federal Kiko Celeguim, defendeu que o presidente do PSD, Gilberto Kassab, seja o vice do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na chapa para a reeleição. Essa proposta surge em meio à decisão do PSD de lançar o governador goiano Ronaldo Caiado como pré-candidato à presidência, criando uma nova dinâmica na disputa eleitoral.

A defesa de Celeguim por Kassab como vice de Lula poderia deslocar o atual vice, Geraldo Alckmin (PSB), para uma candidatura ao Senado por São Paulo. Alckmin, que é o atual vice-presidente, poderia concorrer ao cargo ao lado de Simone Tebet, que recentemente trocou o MDB pelo PSB.

Celeguim justificou sua proposta afirmando que “o PSD é o partido-chave para ganhar a eleição”. No entanto, essa movimentação também evidencia um racha na aliança que elegeu Lula em 2022, já que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reconheceu que o partido e o MDB não devem continuar juntos nesta eleição.

A candidatura de Kassab à vice de Lula enfrenta obstáculos, uma vez que o PSD está focado em oficializar Caiado como seu pré-candidato à presidência. Essa decisão foi recebida com descontentamento por alguns membros do partido, como Eduardo Leite (RS), que lamentou a escolha de Caiado. Já Ratinho Junior (PR) adotou uma postura mais neutra, defendendo a escolha do partido por um gestor reconhecido.

Adicionalmente, Kassab apoia a reeleição do governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP) contra o ex-ministro Fernando Haddad (PT), que é o candidato do PT ao governo de São Paulo. Essa situação complica ainda mais a possibilidade de Kassab se unir à chapa de Lula, considerando que ele fará palanque para o atual governador em São Paulo.

Opinião

A dinâmica política em torno das eleições de 2026 revela tensões e alianças estratégicas, com o futuro dos candidatos em jogo e a necessidade de articulações eficazes para garantir vitórias nas urnas.