O Brasil expressou sua indignação em relação à ação da polícia de Israel, que impediu o acesso de dois religiosos católicos à Igreja do Santo Sepulcro, em Jerusalém Oriental, durante o Domingo de Ramos, no dia 29 de março de 2026. O Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, e o Custódio da Terra Santa, Monsenhor Francesco Ielpo, planejavam celebrar a missa no local sagrado, mas foram barrados enquanto se dirigiam ao local.
Nota do Itamaraty e Restrições Religiosas
Em uma nota oficial, o Itamaraty ressaltou que as ações de Israel contrariam a liberdade de culto e são uma continuação de restrições que têm afetado também a Esplanada das Mesquitas, especialmente durante o mês sagrado do Ramadã. O governo brasileiro enfatizou a gravidade da situação, classificando as ações israelenses como de “extrema gravidade”.
Decisão da Corte Internacional de Justiça
Além disso, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil lembrou que a Corte Internacional de Justiça declarou, em 19 de julho de 2024, que a presença de Israel no Território Palestino Ocupado é ilícita, afirmando que Israel não tem direito à soberania sobre qualquer parte deste território, incluindo Jerusalém Oriental.
Conclusão e Implicações
A situação no Santo Sepulcro e as restrições impostas pela polícia israelense levantam sérias preocupações sobre o respeito à liberdade religiosa e ao status dos locais sagrados, tema que continua a ser um ponto de tensão nas relações internacionais.
Opinião
A crítica do Brasil a Israel reflete a necessidade urgente de diálogo e respeito mútuo nas questões de liberdade religiosa em regiões de forte significado histórico e espiritual.





