No último sábado, 28 de outubro de 2023, o Estádio Azteca foi reinaugurado em um evento que atraiu mais de oitenta mil espectadores, mas que acabou marcado por um empate em 0 a 0 entre México e Portugal e pela trágica morte de um torcedor.
Segundo a Secretaria de Segurança Civil, um homem de aproximadamente 27 anos, embriagado, caiu ao tentar descer do segundo para o primeiro nível do estádio. Ele foi socorrido, mas infelizmente não sobreviveu.
Protestos e Desaparecimentos
Antes da partida, diversas manifestações ocorreram nas proximidades do Estádio Azteca, onde mães de desaparecidos e ativistas se reuniram para exigir justiça. Cerca de 300 pessoas estão desaparecidas em um raio de 15 quilômetros do estádio, o que gerou protestos com cartazes e palavras de ordem como “México: Campeão em desaparecimentos!”.
Brenda Valenzuela, uma das manifestantes, destacou a importância de dar visibilidade à causa, afirmando que é inaceitável realizar um evento esportivo enquanto milhares de mães enfrentam a dor do desaparecimento de seus filhos.
Gritos Homofóbicos e Ausência de CR7
Durante a partida, a torcida mexicana também se destacou por gritos homofóbicos, um problema recorrente que já resultou em sanções à federação local. Para tentar abafar os cânticos, o sistema de som do estádio tocou a canção tradicional mexicana ‘Cielito Lindo’.
A ausência do astro Cristiano Ronaldo foi sentida por muitos torcedores, que lamentaram não poder vê-lo em ação durante a reinauguração. O evento também foi marcado pela presença da marca Banorte, que patrocinou a reforma do estádio com um investimento de 116 milhões de dólares.
Opinião
A reinauguração do Estádio Azteca deveria ser um momento de celebração, mas os protestos e a tragédia ressaltam questões sociais profundas que não podem ser ignoradas.





