A COP 15, realizada em Campo Grande (MS) no dia 25 de março de 2026, trouxe à tona a importância dos povos indígenas e comunidades tradicionais na proteção de espécies migratórias. Durante o evento, o chefe de gabinete e secretário nacional substituto do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), Carlos Eduardo Marinello, ressaltou que a manutenção de corredores ecológicos é crucial para a preservação dos ecossistemas.
Conectividade Ecológica em Foco
A conectividade ecológica, tema central dos eventos paralelos, refere-se à capacidade das paisagens de permitir o deslocamento de espécies entre áreas naturais fragmentadas. Marinello destacou que a presença dos povos tradicionais é fundamental para evitar a ocupação ilegal e a exploração predatória do solo. Ele afirmou que essas comunidades atuam como guardiãs da conectividade, utilizando os recursos naturais de maneira sustentável.
Elogios à Estratégia Brasileira
A estratégia do Brasil, mencionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da COP 15, foi elogiada pela secretária-executiva da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS), Amy Fraenkel. Ela classificou a incorporação do tema da conectividade nas políticas públicas como uma “grande vitória”, ressaltando a importância da interligação de ecossistemas para a sobrevivência das espécies migratórias.
Desafios para Espécies Migratórias
Para animais migratórios, como as tartarugas-marinhas, a interligação de ecossistemas é vital. Esses animais dependem de mares saudáveis e enfrentam desafios como estradas e barragens que podem isolar áreas de conservação. O lema da COP 15, “Conectando a natureza para sustentar a vida”, reflete a necessidade de preservar a biodiversidade e as interações ecológicas.
Opinião
O reconhecimento do papel dos povos indígenas na proteção ambiental é um passo importante para garantir a sustentabilidade dos ecossistemas e a preservação da biodiversidade.





