Em Dourados, a situação de saúde pública se agrava com o registro do óbito de um bebê de apenas um mês de vida em 24 de março de 2026. Este trágico evento já coloca este ano como o segundo pior em número de mortes por Chikungunya, com cinco vítimas confirmadas até antes do fim de março.
A aldeia Jaguapiru, localizada na reserva indígena de Dourados, é um dos locais mais afetados pelo surto da doença. O bebê foi internado no Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, administrado pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, após apresentar sintomas da febre chikungunya. Este é o segundo óbito infantil registrado este ano, sendo a terceira morte de um bebê de três meses ocorrida em março.
Medidas de emergência em saúde
Com mais de 1,1 mil notificações de chikungunya na reserva indígena, o Governo do Estado anunciou a abertura de 15 leitos no Hospital Regional de Dourados para atender pacientes com a doença. Destes, 10 serão para adultos e 5 para pediátricos. A diretora-geral do hospital, Andréia Alcântara, destacou que a medida é transitória e visa fortalecer a capacidade de resposta da unidade.
O surto de chikungunya levou à declaração de estado de emergência em saúde pública pelo Executivo Municipal. A doença, inicialmente concentrada na reserva indígena, já se espalhou para bairros como Jardim dos Estados e Novo Horizonte, áreas com alta incidência do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue e zika.
Histórico de Chikungunya em MS
O ano de 2025 foi o mais crítico, com 17 óbitos registrados por chikungunya, superando os números dos anos anteriores. Até 2024, o estado havia contabilizado apenas oito mortes desde 2015. A explosão de casos em 2025 fez com que a situação se tornasse alarmante, com 2.122 casos prováveis até março do ano passado.
Opinião
A situação em Dourados é preocupante e exige ações rápidas e eficazes das autoridades para conter a propagação da chikungunya e proteger a população.





