O Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master em 2025, se tornou alvo de uma nova operação da Polícia Federal (PF) devido a um esquema de fraudes financeiras que pode ultrapassar R$ 500 milhões contra a Caixa Econômica Federal. As investigações da Operação Fallax, iniciadas em 2024, revelam possíveis ligações com o Comando Vermelho.
Entre os alvos da operação estão o CEO do Fictor, Rafael Góis, e o ex-sócio Luiz Rubini, considerados peças-chave no suposto esquema fraudulento. A PF informou que o grupo criminoso operava através da cooptação de funcionários de instituições financeiras e utilizava empresas para ocultar recursos ilícitos.
Mandados e Bloqueios
Estão sendo cumpridos 21 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Justiça Federal de São Paulo. As ações ocorrem em cidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, com foco em indivíduos ligados ao Comando Vermelho. A Justiça também determinou o bloqueio de bens até o limite de R$ 47 milhões, incluindo imóveis e veículos.
Até o momento, foram apreendidos relógios de luxo, aparelhos eletrônicos e quantidades significativas de dinheiro em espécie. A operação ainda autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 jurídicas, visando rastrear o fluxo financeiro e identificar todos os envolvidos no esquema.
Consequências e Recuperação Judicial
O Grupo Fictor entrou com um pedido de recuperação judicial na Justiça de São Paulo, alegando dívidas acumuladas de R$ 4,3 bilhões após a tentativa frustrada de compra do Banco Master. A empresa atribui sua crise a uma perda de credibilidade no mercado, resultando em uma onda de notícias negativas e resgates que pressionaram seu caixa.
A Fictor informou ter recebido cerca de R$ 3 bilhões em aportes antes da liquidação do Banco Master, mas enfrentou uma onda de pedidos de resgate que atingiu 71% desse valor, forçando a venda de ativos estratégicos.
Opinião
A situação do Grupo Fictor evidencia a fragilidade do sistema financeiro e a necessidade de uma supervisão mais rigorosa para prevenir fraudes e proteger investimentos.





