Santa Catarina

Cacique Célio Fialho cobra ambulâncias enquanto Chikungunya avança em MS

Cacique Célio Fialho cobra ambulâncias enquanto Chikungunya avança em MS

Com quase 85 mil indígenas em território sul-mato-grossense, o Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS) enfrenta uma grave crise de saúde pública. A situação se agrava com a Chikungunya, que já resultou em quatro mortes na reserva de Dourados e cerca de 650 casos confirmados em 2023.

No último dia 11 de março, a frota de ambulâncias que atende a população indígena paralisou suas atividades, gerando protestos e reivindicações. O Cacique Célio Fialho, coordenador do Conselho Terena, expressou a urgência da situação, destacando que as viaturas são essenciais para o transporte de pacientes, incluindo aqueles que precisam de hemodiálise.

Crise de Ambulâncias e Atrasos de Pagamento

A empresa Cunha Locação Serviços e Transportes, responsável pelo serviço, afirmou que a paralisação é resultado de atrasos de pagamento do DSEI-MS, que já perduram por dois anos, com um atraso médio de 90 dias. Em uma nota oficial, a empresa ressaltou que, apesar dos problemas financeiros, continua a pagar seus funcionários em dia.

O DSEI-MS está localizado na rua Alexandre Fleming, 2007, Campo Grande, e a falta de ambulâncias se torna ainda mais crítica em um cenário de emergência de saúde pública, com o Executivo Municipal decretando estado de emergência devido ao aumento dos casos de Chikungunya.

Impacto na Saúde da População Indígena

A disseminação da Chikungunya não se limita às reservas indígenas, já atingindo bairros como Jardim dos Estados e Novo Horizonte. A situação se torna alarmante, uma vez que a doença possui sintomas severos e pode levar à morte em um curto intervalo de tempo.

Os indígenas se concentraram em frente ao DSEI-MS em busca de soluções para a falta de ambulâncias, enquanto a empresa Cunha se comprometeu a desbloquear as viaturas, desde que os pagamentos sejam regularizados.

Opinião

A crise de saúde em Mato Grosso do Sul destaca a importância de um sistema de saúde eficiente e acessível, especialmente para populações vulneráveis como os indígenas.