O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, expressou sua insatisfação com a desistência do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de sua pré-candidatura à Presidência. Segundo Cavalcante, Ratinho “queria tudo e vai ficar sem nada”, referindo-se à oportunidade perdida de um acordo que poderia beneficiar ambos os lados.
Possível Acordo e Consequências
Sóstenes argumentou que, se Ratinho Júnior tivesse aceitado apoiar a pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), ele poderia se lançar ao Senado e ainda indicar seu sucessor no Paraná, contando com o apoio do PL. Em entrevista ao Valor Econômico, ele destacou que essa seria uma jogada estratégica vantajosa.
Movimentações no PSD
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, tem três governadores presidenciáveis: Ronaldo Caiado (Goiás), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná). Com a saída de Ratinho, o PSD se vê em uma posição delicada, tendo que escolher entre Leite, que busca um “novo pacto pela governabilidade democrática”, e Caiado, que já criticou o presidente Lula (PT) de maneira contundente.
Impacto da Filiação de Moro
A desistência de Ratinho Júnior ocorreu logo após o anúncio da filiação do senador Sergio Moro ao PL, que agora se posiciona como candidato ao governo do Paraná, com apoio do partido Novo. Essa reconfiguração no cenário político pressiona o PSD a decidir rapidamente sobre seus próximos passos.
Futuro de Ratinho Júnior
Após concluir seu mandato, Ratinho Júnior deve retornar ao setor privado, assumindo a presidência do Grupo Massa de Comunicação, fundado por seu pai, o apresentador Ratinho.
Opinião
A desistência de Ratinho Júnior pode ser vista como uma perda significativa para o PSD, que agora enfrenta um cenário político mais complexo e cheio de incertezas.





