Os preços dos combustíveis em Campo Grande continuam a subir, com a gasolina comum passando de R$ 6,05 para R$ 6,19 e o etanol subindo de R$ 4,21 para R$ 4,28. O aumento é alarmante e reflete uma tendência que preocupa consumidores e autoridades.
No último fim de semana, o Correio do Estado encontrou postos vendendo a gasolina comum a R$ 6,49, enquanto o preço do diesel S-10 subiu de R$ 6,49 para R$ 6,90. A pesquisa da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) já estava desatualizada no momento de sua divulgação, revelando que o preço do etanol nos postos chegou a R$ 4,39.
Aumento nas Refinarias e Monitoramento do Procon-MS
O diesel teve um aumento de R$ 0,38 nas refinarias há 10 dias, o que contribui para a alta nos preços ao consumidor. A Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon-MS) está monitorando essa situação. O secretário-executivo, Antônio José Ângelo Motti, mencionou que a intenção é entender se há sobrepreço no processo de distribuição.
Após reunião com donos de postos e distribuidoras, Motti afirmou que outros custos, além dos impostos e do preço pago nas refinarias, estão sendo considerados na formação dos preços. A transparência nesse processo é fundamental para garantir os direitos dos consumidores.
Impacto do ICMS e Discussões do Governador
O governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, também se manifestou sobre o impacto do ICMS. Ele alertou que a proposta do governo federal de zerar temporariamente o imposto sobre a importação de diesel pode causar sérios problemas financeiros para os estados. Riedel enfatizou que a compensação de 50% da perda de arrecadação prometida pela União será discutida em reuniões futuras.
“Num primeiro momento, todos os secretários são contra, pelo impacto que isso gera no fluxo de caixa dos estados”, disse Riedel. A situação é tensa e requer um entendimento claro sobre a proposta do governo federal.
Opinião
A alta contínua dos combustíveis em Campo Grande é preocupante e exige uma resposta rápida das autoridades para proteger os consumidores e garantir a transparência nos preços.





