O senador Flávio Bolsonaro deve apresentar até o fim de março de 2026 as diretrizes do seu plano de governo, com foco na economia como o centro da campanha. Nos bastidores, aliados discutem a importância de anunciar um nome forte para comandar a área econômica, seguindo a estratégia que em 2018 ajudou a impulsionar a candidatura de Jair Bolsonaro com a escolha de Paulo Guedes.
Nome forte para a economia
A ideia é usar o “superministro” como âncora de credibilidade junto ao mercado financeiro, sinalizando compromisso com ajuste fiscal, corte de gastos e privatizações. No entanto, a escolha do nome se tornou um dos principais focos da pré-campanha, revelando uma disputa interna entre os aliados de Flávio. Um grupo defende um economista com trânsito na Faria Lima, enquanto outro, mais alinhado ao núcleo duro do bolsonarismo, rejeita nomes considerados independentes.
O nome de Adolfo Sachsida, ex-ministro de Minas e Energia e doutor em Economia pela UnB, ganhou força entre os aliados. Sachsida é visto como um defensor do liberalismo econômico e possui uma sólida formação acadêmica, além de já ter atuado como ponte entre a campanha e o mercado financeiro.
Nomes sondados e a disputa interna
Outros nomes foram considerados, como Roberto Campos Neto, ex-presidente do Banco Central, e Paulo Guedes, que foram sondados, mas ambos recusaram participar. O ex-secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, e o ex-presidente do BNDES, Gustavo Montezano, também estão no radar, mas sem definições concretas.
Flávio Bolsonaro já sinalizou publicamente seu compromisso com cortes de gastos e privatizações, mas evita definir nomes enquanto busca equilibrar as pressões dentro de sua base.
Expectativas do mercado
Na Faria Lima, o cenário eleitoral é acompanhado com cautela. Analistas afirmam que é cedo para cravar nomes para a equipe econômica de um eventual governo Flávio Bolsonaro. A expectativa é de que a agenda econômica inclua ajuste fiscal e privatizações, com a necessidade de um governo que implemente um ajuste sem gerar estresse financeiro.
Opinião
A escolha do novo nome para a economia é crucial para a credibilidade de Flávio Bolsonaro e pode influenciar diretamente a receptividade do mercado em sua campanha.





