Em celebração ao Dia Mundial das Florestas, o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) anunciou um investimento histórico de R$ 1,8 bilhão no Programa Nacional de Florestas Produtivas. Este montante é destinado à formação de sistemas agroflorestais em áreas de pastagem degradada, refletindo uma mudança significativa na percepção sobre o valor das florestas no Brasil.
Do total investido, R$ 1,2 bilhão são créditos do PRONAF, enquanto mais de R$ 557 milhões são recursos não reembolsáveis. O MDA, em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Caixa Econômica Federal (CEF) e a Petrobras, está promovendo uma nova abordagem que considera as florestas como ativos valiosos.
Investimentos e Produtos
O ministro do MDA, Paulo Teixeira, ressaltou que os investimentos demonstram uma nova visão sobre as florestas, que antes eram vistas como um obstáculo. Ele afirmou que o Brasil está produzindo produtos de alta qualidade para mercados tanto nacionais quanto internacionais.
Entre os produtos mais financiados pelo PRONAF estão o açaí e o cacau, frutos nativos que têm conquistado espaço no mercado global. Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos indicam que o Brasil é responsável por 99,06% da produção mundial de açaí, com mais de 55 milhões de toneladas exportadas.
Foco em Sustentabilidade
A iniciativa do MDA também se concentra na Assistência Técnica e Extensão Rural, instalação de unidades demonstrativas de sistemas agroflorestais, construção de viveiros e bancos de sementes, além de espaços para aprendizado coletivo. O secretário de Governança Fundiária, Desenvolvimento Territorial e Socioambiental, Moisés Savian, destacou que a demanda por produtos da sociobiodiversidade tende a crescer, e o ministério busca tanto ampliar a produção quanto qualificar os sistemas produtivos.
Opinião
O investimento do MDA em Florestas Produtivas representa um passo importante para a sustentabilidade e valorização da biodiversidade brasileira, especialmente em um momento em que a demanda por produtos sustentáveis cresce globalmente.





