A escalada do conflito no Oriente Médio, com ataques iranianos a instalações energéticas no Catar, um dos principais exportadores globais de gás natural liquefeito, impulsiona os preços do petróleo nesta quinta-feira. O Brent, referência internacional, chegou a US$ 119 por barril, operando entre US$ 114 e US$ 115, com alta superior a 6%.
A disparada da commodity ocorre após relatos de que uma instalação de gás natural no Catar foi atingida por drones iranianos, além de uma tentativa de ataque à Arábia Saudita que foi interceptada. Esses episódios reforçam a percepção de risco sobre a infraestrutura energética da região e já começam a impactar os ativos financeiros.
Impacto nos mercados globais
O movimento levou a uma piora dos mercados futuros, com avanço do dólar e queda do Ibovespa no mercado futuro. Assim, o mercado local deve abrir com ajuste nos preços à vista, em linha com os derivativos, e esse movimento pode continuar diante da nova alta do petróleo.
Por volta das 8h, os futuros de Nova York oscilavam próximos da estabilidade, mas com viés de queda: o S&P 500 e o Dow Jones cediam 0,16%, enquanto o Nasdaq recuava 0,28%. Na Europa, o clima é ainda mais negativo, com queda de 2,03% do Stoxx 600 e de 2,32% do DAX, da Alemanha.
Expectativas no Brasil
O desempenho das bolsas internacionais sugere um viés de alta dos juros globais. No Brasil, essa leitura é reforçada após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano, em tom considerado mais “dovish”. Nesse contexto, o mercado pode passar a esperar novas atuações do Tesouro Nacional, diante da tendência de alta dos juros longos ao longo da sessão.
Opinião
A escalada de tensões no Oriente Médio traz incertezas ao mercado global e exige atenção redobrada dos investidores.





