Economia

Copom decide reduzir Selic em meio a pressão da guerra no Oriente Médio

Copom decide reduzir Selic em meio a pressão da guerra no Oriente Médio

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) se reúne nesta quarta-feira, 18 de outubro de 2023, em um cenário marcado pela pressão dos preços dos combustíveis devido à guerra no Oriente Médio. Apesar da alta do petróleo, analistas do mercado projetam uma possível redução da taxa Selic, que atualmente está em 15% ao ano, o maior nível desde julho de 2006.

O Copom não alterou a Selic nas últimas quatro reuniões, mas a expectativa é de que a taxa seja reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. Antes do início do conflito, a previsão era de um corte maior, de 0,5 ponto.

Inflação e Expectativas

A inflação, medida pelo IPCA, recuou para 3,81% em 12 meses, abaixo dos 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A meta de inflação do Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3%, com um intervalo de tolerância de 1,5 ponto, o que significa que a inflação pode variar entre 1,5% e 4,5%.

O conflito no Oriente Médio tem gerado incertezas nas expectativas econômicas. De acordo com o mais recente boletim Focus, a estimativa de inflação para 2026 subiu de 3,8% para 4,1% devido a esses conflitos, o que pode impactar as decisões do Copom.

Mandatos e Direções do BC

O Copom se reunirá com um quadro desfalcado, já que o mandato dos diretores de Organização do Sistema Financeiro, Renato Gomes, e de Política Econômica, Paulo Pichetti, expirou no fim de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar as indicações de substituição ao Congresso Nacional nas próximas semanas.

A decisão sobre a nova taxa Selic será anunciada no início da noite desta quarta-feira, e a expectativa é que traga novas diretrizes para a política monetária do país.

Opinião

A redução da Selic é uma medida esperada em um cenário de inflação controlada, mas as tensões externas podem complicar o ambiente econômico.