O Tesouro Nacional anunciou uma intervenção significativa na economia brasileira, realizando a maior recompra de títulos públicos em mais de uma década. A operação, que já atingiu R$ 43,6 bilhões, foi motivada pela necessidade de prevenir uma onda de vendas no mercado, impulsionada pelos efeitos da guerra no Oriente Médio.
Na segunda-feira (16), o órgão decidiu suspender os leilões tradicionais de títulos públicos para focar na recompra, que deve seguir até 18 de março de 2026. Este valor supera a recompra de R$ 35,56 bilhões realizada em 2020, durante a pandemia de Covid-19. Os títulos recomprados têm vencimentos programados entre 2028 e 2035.
Impacto da Guerra e Taxa Selic
A intervenção do Tesouro vem em um momento crítico, já que o aumento do preço do petróleo devido à guerra pode levar a uma venda massiva de títulos a preços inferiores, elevando a oferta e fazendo as taxas de juros dispararem. Atualmente, a taxa Selic está fixada em 15% ao ano, e a estratégia adotada pelo Tesouro é uma exceção à prática de evitar interferências na economia durante a semana em que o Comitê de Política Monetária (Copom) decide sobre a taxa básica de juros.
Com a guerra, o preço do diesel também aumentou, levando o presidente Lula a zerar PIS e Cofins, além de oferecer subsídios para estabilizar os preços. No entanto, a Petrobras anunciou um aumento de R$ 0,38 por litro no mesmo dia, complicando a situação.
Reações e Medidas do Governo
Diante da crise, o governo federal se comprometeu a intensificar as fiscalizações contra o descumprimento do piso nacional do frete, visando evitar uma greve nacional dos caminhoneiros. Essa medida é uma resposta à necessidade de garantir uma remuneração básica para os transportadores, estabelecida após a greve de 2018.
Opinião
A intervenção do Tesouro Nacional reflete a gravidade da situação econômica atual e a necessidade de medidas rápidas para estabilizar o mercado em tempos de crise.





