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Tenente-Coronel Geraldo Leite é preso por feminicídio após morte de policial

Tenente-Coronel Geraldo Leite é preso por feminicídio após morte de policial

A Polícia Civil de São Paulo cumpriu um mandado de prisão contra o tenente-coronel da PM Geraldo Leite Rosa Neto na manhã do dia 18 de outubro, em sua residência localizada em São José dos Campos. O oficial foi indiciado por feminicídio e fraude processual no caso da morte da sua companheira, a soldado Gisele Alves Santana.

A soldado Gisele foi encontrada morta em seu apartamento em 18 de fevereiro, com um tiro na cabeça. Inicialmente, Geraldo Leite acionou o socorro e reportou o caso como um suicídio, mas a versão foi alterada para morte suspeita após a contestação da família da vítima.

Investigação e Laudos

Laudos do Instituto Médico Legal (IML) constataram lesões contundentes no corpo de Gisele, que indicam sinais de violência. Os laudos apontaram que as lesões na face e na região cervical são compatíveis com pressão digital e escoriação. O último laudo foi datado de 7 de março, um dia após a exumação do corpo.

Depoimentos e Indícios

Uma testemunha vizinha relatou ter ouvido um disparo às 7h28 do dia em que Gisele foi morta, enquanto Geraldo acionou o Copom às 7h57, quase meia hora depois. O advogado da família, José Miguel Silva Junior, destacou que a foto da vítima segurando uma arma, tirada pelos socorristas, é um indício de que a versão do suicídio é improvável. Além disso, três mulheres policiais foram vistas no apartamento do casal horas após a ocorrência, limpando o local, o que foi confirmado em seus depoimentos.

Opinião

A prisão do tenente-coronel Geraldo Leite levanta questões sérias sobre a segurança e o tratamento de casos de feminicídio dentro das forças de segurança pública.