Tecnologia

SpaceX atinge 10 mil satélites e provoca tensão no setor de telecomunicações

SpaceX atinge 10 mil satélites e provoca tensão no setor de telecomunicações

A SpaceX alcançou um marco histórico na madrugada do dia 17 de outubro de 2023, ao ultrapassar a marca de 10 mil satélites ativos em sua constelação Starlink. O feito ocorreu após o lançamento de um foguete Falcon 9 na Base da Força Espacial dos EUA, na Califórnia, que colocou mais 25 unidades em órbita.

Com esta nova remessa, a rede Starlink conta agora com 10.020 satélites em operação simultânea. Desde maio de 2019, a empresa de Elon Musk já enviou 11.529 equipamentos ao espaço, embora parte deste total tenha saído de órbita ou recebido substituição por modelos mais novos ao longo dos anos.

Dominância da Starlink no mercado

A dominância da Starlink é notória no cenário global. Atualmente, a constelação responde por cerca de dois terços de todos os satélites ativos que orbitam a Terra. Para efeito de comparação, a OneWeb, segunda maior rede do tipo, possui apenas 654 unidades em funcionamento.

O ritmo de expansão da Starlink é impressionante, com uma média de um lançamento a cada 2,3 dias prevista até 2026. Esse volume de operações permitiu que a rede atingisse mais de 10 milhões de clientes em 160 países, ampliando a influência geopolítica da companhia em diversas regiões do globo.

Desafios e preocupações

Para evitar colisões a 27 mil km/h, a SpaceX utiliza um sistema de gestão de tráfego autônomo. Em 2025, os satélites realizaram cerca de 300 mil manobras evasivas, uma média de 40 correções de rota para cada unidade apenas no último ano. Apesar do sucesso técnico, especialistas demonstram preocupação com o acúmulo de objetos na órbita terrestre.

O receio é que eventuais acidentes gerem detritos em uma reação em cadeia, o que inviabilizaria certas altitudes para o uso humano por muitos anos. Os planos de Musk não param por aqui. A SpaceX possui autorização para lançar até 42 mil satélites e estuda lançar até um milhão de unidades adicionais no futuro.

Futuro da Starlink

Essas novas versões servirão como centros de processamento de dados para inteligência artificial diretamente do espaço. Na prática, o avanço da frota assegura uma conexão mais estável e veloz, sobretudo em áreas remotas onde o acesso via cabo é inexistente. Com uma densidade maior de equipamentos, a rede suporta mais dados e reduz o risco de interrupções para os usuários.

Além disso, o foco em processamento espacial deve transformar o serviço em uma infraestrutura global de computação avançada.

Opinião

A crescente presença da Starlink levanta questões importantes sobre a sustentabilidade do espaço e a segurança das operações, que precisam ser endereçadas.