A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) se tornou alvo da Operação Indébito, deflagrada pela Polícia Federal em 17 de outubro. A operação é um desdobramento da Operação Sem Desconto, que investiga fraudes relacionadas a descontos não autorizados em aposentadorias e pensões do INSS.
Como parte das medidas cautelares, o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Gorete usasse uma tornozeleira eletrônica. O Estadão tentou entrar em contato com a deputada, mas não obteve resposta.
Natural de Juazeiro do Norte (CE) e com 73 anos, Gorete Pereira tem uma trajetória política marcada por sua atuação como vereadora de Fortaleza e deputada estadual. Ela é suplente em exercício desde 29 de dezembro de 2022, tendo assumido a vaga do deputado Yury do Paredão (MDB-CE).
No início deste ano, a deputada se filiou ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e, recentemente, teve um projeto de sua autoria aprovado na Câmara, que regulamenta o uso de aerossóis de defesa pessoal por mulheres a partir de 16 anos. O projeto agora segue para o Senado.
Desdobramentos da Operação
Durante a Operação Indébito, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão e emitidos dois mandados de prisão. A investigação apura crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e ocultação de patrimônio.
Opinião
A situação de Gorete Pereira levanta questões importantes sobre a responsabilidade de políticos e a necessidade de transparência nas ações públicas.






