A Federação Brasil da Esperança, do qual o PT é o maior partido, protocolou uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o senador Flávio Bolsonaro e seu irmão, o vereador Carlos Bolsonaro, em razão de vídeos que associam a legenda ao crime organizado. A ação foi protocolada no dia 16 de março de 2026.
Os advogados da federação argumentam que os vídeos representam uma propaganda eleitoral antecipada negativa contra o presidente Lula e o PT. A ex-presidente do PT, Gleisi Hoffmann, é mencionada como parte da iniciativa, que inclui a solicitação de remoção imediata dos vídeos do Instagram.
Acusações e pedidos
A petição destaca que os vídeos utilizam Inteligência Artificial e acusam os Bolsonaros de fazerem um uso nefasto da liberdade de expressão para atacar a reputação de adversários políticos, propagando medo e ódio. Os conteúdos associam o presidente Lula e o PT a facções criminosas e sugerem que o governo federal protege organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC).
No pedido encaminhado ao TSE, a federação solicita uma decisão liminar para que os vídeos sejam removidos em um prazo de 24 horas e pede uma multa de R$ 30 mil. A legislação eleitoral prevê que a propaganda antecipada pode resultar em penalidades que variam de R$ 5 mil a R$ 25 mil, ou o custo da propaganda, se superior.
Até o momento, a equipe do senador Flávio Bolsonaro não se manifestou sobre o caso. Recentemente, Gleisi Hoffmann publicou um vídeo que o associa a “rachadinha, lavagem de dinheiro, crime organizado e milícias”, mencionando-o como alvo de operações da Polícia Federal (PF).
Opinião
A situação evidencia a crescente tensão entre os partidos e a utilização de novas tecnologias na política, levantando questões sobre a liberdade de expressão e a responsabilidade na disseminação de informações.






