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Flávio Bolsonaro reafirma apoio à CPI da Toga e promete investigar ministros do STF

Flávio Bolsonaro reafirma apoio à CPI da Toga e promete investigar ministros do STF

O senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República nas eleições de 2026, reafirmou seu apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma declaração feita em 14 de março de 2026, Flávio deixou claro que assinaria o requerimento da CPI quantas vezes fossem necessárias.

A declaração foi divulgada em sua conta na rede social X, durante o primeiro giro de sua pré-campanha pelo país, especificamente em Rondônia. Ele destacou que não se arrepende de ter assinado a chamada “CPI da Toga”, que visa apurar a conduta de ministros do STF, incluindo Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, em relação ao caso do Banco Master.

Flávio Bolsonaro criticou reportagens que sugeriram arrependimento ou recuo de sua parte sobre a CPI, chamando essas matérias de “mentiras” que distorcem sua posição. “Assinei uma vez, assinaria duas, três, cinco, quantas vezes forem necessárias para investigar qualquer ministro que tenha cometido alguma ilegalidade”, afirmou, enfatizando a importância de apurar eventuais irregularidades no Poder Judiciário.

Além de reafirmar sua disposição em apoiar a CPI, Flávio participou do lançamento da candidatura de Marcos Rogério ao governo estadual pelo Partido Liberal e discutiu os nomes que o partido pretende lançar para o Senado nas próximas eleições.

Especialistas em direito constitucional afirmam que CPIs devem ser instauradas para investigar fatos de interesse público que envolvam poderes ou entidades públicas, respeitando o equilíbrio institucional. Apesar disso, Flávio Bolsonaro mantém sua posição de que a CPI é um instrumento legítimo de investigação e que sua assinatura não deve ser interpretada como um ataque à Justiça, mas sim como uma defesa do interesse público.

Opinião

A postura de Flávio Bolsonaro em relação à CPI da Toga reflete uma estratégia política clara, buscando apoio popular ao se posicionar como defensor da transparência e da investigação de possíveis irregularidades no Judiciário.