Em um cenário de crescente insatisfação, caminhoneiros autônomos na região do porto de Salvador planejam convocar atos pontuais em protesto contra a disparada do preço do diesel, que já ultrapassa R$ 8 por litro. O movimento, que conta com o apoio da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), pode iniciar uma paralisação com duração de 24 horas e se estender por prazo indeterminado caso suas reivindicações não sejam atendidas.
A insatisfação dos caminhoneiros não se limita apenas ao aumento do combustível, mas também envolve mudanças na triagem de cargas no porto, que aumentaram o trajeto em 15 quilômetros, elevando o tempo de espera para descarga. José Roberto Stringasci, presidente da ANTB, destacou: “Os caminhoneiros não aguentam mais. Essa é a única alternativa que nós temos”.
Além da situação em Salvador, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a isenção de impostos federais sobre o diesel, como PIS e Cofins, e cobrou dos governadores uma redução no ICMS. O governo também propôs uma subvenção a produtores e um imposto de 12% sobre as exportações do combustível.
Enquanto isso, outras entidades, como a Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), rejeitaram a ideia de uma greve nacional, argumentando que uma paralisação ampla poderia prejudicar a economia e a população. Wallace Landim, conhecido como “Chorão”, presidente da Abrava, afirmou que a interrupção do transporte poderia provocar desabastecimento e agravar a crise logística.
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos de Cargas (Conftac) também negou qualquer indicativo de paralisação nacional, enfatizando a importância do diálogo e da estabilidade no transporte de cargas.
Na próxima segunda-feira, dia 16 de março de 2026, representantes da categoria se reunirão no Porto de Santos para discutir o impacto do aumento do diesel e possíveis medidas para enfrentar a situação. Até lá, as manifestações só devem ocorrer em último caso.
Opinião
A situação dos caminhoneiros é crítica, e a falta de consenso entre as entidades representa um desafio para a categoria. O governo deve agir rapidamente para evitar uma paralisação que poderia agravar ainda mais a crise econômica.






