No dia 14 de outubro de 2023, o inquérito das fake news completa 7 anos de tramitação, ainda em uso e em meio a uma crise sem precedentes no Supremo Tribunal Federal (STF). Desde sua instauração, em março de 2019, pelo então presidente da corte, ministro Dias Toffoli, o inquérito tem gerado controvérsias e críticas, especialmente quanto à sua duração e falta de transparência.
Críticas e pedidos de encerramento
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu o fim do inquérito em setembro de 2023, argumentando que a investigação tem se mostrado excessiva e sem objeto específico. O STF validou o inquérito por 10 votos a 1, mas a advocacia continua a pressionar por sua conclusão, citando a falta de clareza e a duração excessiva como pontos críticos.
Desdobramentos recentes
Em fevereiro de 2023, mandados de busca e apreensão foram realizados, e a investigação foi ampliada para apurar notícias fraudulentas e ameaças ao STF. Alexandre de Moraes, o relator do inquérito, tem enfrentado críticas pela opacidade dos procedimentos, dificultando a avaliação da legalidade das ordens emitidas.
Reações acadêmicas e profissionais
O ex-ministro da Justiça, Miguel Reale Júnior, e a professora Vera Karam de Chueiri têm defendido o encerramento do inquérito, afirmando que sua continuidade fragiliza a segurança jurídica e desgasta a imagem da corte. Já o advogado Vinícius Assumpção ressalta a necessidade de transparência na tramitação do inquérito.
Impacto no STF e na sociedade
A continuidade do inquérito das fake news, que começou como uma resposta a ameaças à democracia, agora enfrenta um crescente movimento de desgaste. A relação dos ministros do STF com o Banco Master e seu dono, Daniel Vorcaro, também levanta questionamentos sobre a legitimidade das ações da corte.
Opinião
A manutenção do inquérito das fake news por tanto tempo levanta sérias preocupações sobre a transparência e a justiça no sistema judiciário, refletindo uma necessidade urgente de revisão e encerramento.






