Economia

Estados Unidos liberam compra de petróleo da Rússia enquanto preços disparam

Estados Unidos liberam compra de petróleo da Rússia enquanto preços disparam

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta nesta sexta-feira (13), refletindo a instabilidade causada pela guerra no Oriente Médio. O petróleo tipo Brent, referência mundial, subiu 2,67%, cotado a US$ 103,14 por barril, enquanto o WTI, referência americana, teve alta de 3,11%, alcançando US$ 98,71 por barril.

No acumulado da semana, os preços apresentaram uma valorização de cerca de 10%, com ganhos de 11,27% para o Brent e 8,59% para o WTI. Essa alta ocorre em meio a um cenário de incertezas, onde os participantes do mercado precificam a possibilidade de preços ainda mais altos devido aos conflitos em andamento.

Licença dos EUA e liberação de barris

Os Estados Unidos emitiram uma licença de 30 dias permitindo a compra de petróleo e derivados da Rússia que estão retidos no mar. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, comentou que essa medida é um passo para estabilizar os mercados globais de energia. Além disso, a Agência Internacional de Energia anunciou a liberação de um recorde de 400 milhões de barris.

Impactos da guerra no mercado

No entanto, a percepção entre os investidores é de que essas iniciativas não são suficientes para compensar as possíveis perdas na produção de petróleo. Especialistas alertam para uma perda potencial de 25 milhões de barris por dia devido ao conflito, e o tráfego de navios no Estreito de Ormuz está praticamente interrompido, o que agrava ainda mais a situação.

Alexandre Drabowicz, CIO da Indosuez Wealth Management, destacou que a liberação de estoques não consegue compensar as perdas e que a única solução para a queda dos preços do petróleo é uma desescalada do conflito. Kieran Tompkins, especialista de commodities da Capital Economics, observou que atualmente há uma probabilidade de 20% de que o petróleo Brent permaneça em US$ 100 ou mais nos próximos três meses.

Opinião

O cenário atual do mercado de petróleo é alarmante, e a necessidade de um entendimento diplomático nunca foi tão urgente para evitar uma crise energética global.