O ex-presidente Jair Bolsonaro, de 70 anos, foi internado na UTI do hospital DF Star em Brasília no dia 13 de outubro de 2023, em decorrência de um diagnóstico de broncopneumonia bacteriana bilateral. Segundo o hospital, Bolsonaro chegou à unidade apresentando febre alta, queda da saturação de oxigênio, sudorese e calafrios. A infecção pulmonar é resultado da aspiração de líquidos do estômago, que ocorre quando o ex-presidente soluça.
O boletim médico, assinado por Brasil Caiado, cardiologista, e outros profissionais do hospital, confirmou a gravidade do quadro, que requer tratamento com antibióticos e suporte clínico não invasivo. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) comentou que este é o pior quadro de internação do ex-presidente, com uma quantidade alarmante de líquido nos pulmões, o que pode levar a uma grande infecção.
Flávio também expressou preocupação com a saúde do pai, afirmando que ele teve febre, calafrios e vomitou bastante. Ele reiterou o pedido para que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, conceda a prisão domiciliar a Bolsonaro, argumentando que a condição de saúde do ex-presidente não é levada a sério. “Estão brincando com a vida do meu pai”, declarou Flávio, pedindo que a lei seja cumprida e que Bolsonaro receba cuidados adequados em casa.
O ministro Moraes autorizou que Michelle Bolsonaro permaneça como acompanhante durante a internação e liberou visitas dos filhos: Flávio, Carlos, o vereador Jair Renan (PL-SC) e Laura. A decisão do ministro também incluiu medidas de segurança rigorosas, com a presença de policiais militares 24 horas por dia para proteger Bolsonaro.
Bolsonaro cumpre pena após ser condenado por liderar uma trama golpista, tendo sido preso em 22 de novembro de 2022. Desde então, sua defesa tem solicitado a transferência para prisão domiciliar, mas os pedidos foram negados por Moraes, que alegou que a saúde do ex-presidente pode ser monitorada adequadamente no local onde ele está detido.
Opinião
A situação de Jair Bolsonaro levanta questões sobre a adequação do sistema prisional em casos de saúde delicada, refletindo a necessidade de um debate mais amplo sobre os direitos dos apenados e suas condições de tratamento.






