O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou nesta quinta-feira que a Marinha americana irá escoltar petroleiros pelo Estreito de Ormuz. Bessent destacou que a operação poderá contar com o apoio de outros países, mas terá início apenas “assim que for militarmente possível”. Em entrevista à Sky News, ele afirmou: “minha crença é que, assim que for militarmente possível, a Marinha dos EUA, talvez com uma coalizão internacional, estará escoltando embarcações pelo estreito”.
Bessent também comentou sobre a situação atual na região, mencionando que não acredita na presença de minas navais no estreito, uma vez que petroleiros iranianos e chineses estão trafegando pela via. Ele observou: “Há, de fato, petroleiros passando por lá agora — petroleiros iranianos. Acredito que alguns navios com bandeira chinesa também tenham passado”.
A crescente tensão no Golfo Pérsico, impulsionada pelos ataques do Irã ao tráfego marítimo e à infraestrutura energética, fez com que o preço do petróleo superasse a marca de US$ 100 por barril. As bolsas de valores ao redor do mundo também sentiram o impacto, especialmente após o discurso do novo líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, que afirmou que o estreito permanecerá fechado.
No mesmo dia, o presidente americano, Donald Trump, declarou que os EUA estão “ganhando muito dinheiro” por serem o “maior produtor de petróleo do mundo”. Trump enfatizou a importância de evitar que o Irã obtenha armas nucleares e “destrua” o Oriente Médio e o mundo.
Para tentar controlar a alta nos preços do petróleo, a Agência Internacional de Energia (AIE) anunciou que liberará 400 milhões de barris de petróleo de suas reservas estratégicas, quase metade proveniente dos EUA.
Opinião
A escalada das tensões no Oriente Médio e as decisões dos EUA em relação ao petróleo refletem a complexidade das relações internacionais e a fragilidade do mercado energético global.






