O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, cogitou a possibilidade de criação de uma nova estatal para atuar na distribuição de combustíveis. Essa discussão surge em um contexto onde a BR Distribuidora foi privatizada em 2021, durante o governo de Jair Bolsonaro, e agora é conhecida como Vibra Energia.
Em entrevista a jornalistas, Costa afirmou que não há “nada que possa ser anunciado ou esteja público até agora” sobre a nova estatal. Ele acredita que a criação de uma estatal poderia aumentar a competitividade no setor, o que seria benéfico.
Entraves e reuniões importantes
Entretanto, existe um entrave contratual que impede a Petrobras de atuar na distribuição até 2029, o que limita suas opções no mercado. Uma reunião com representantes de cerca de 70% do mercado de distribuição de energia está agendada para hoje, às 17h, onde participarão, além de Rui Costa, o vice-presidente Geraldo Alckmin, e os ministros Wellington César (Justiça), Alexandre Silveira (Minas e Energia) e Dario Durigan (Ministério da Fazenda).
Críticas à privatização
Alexandre Silveira já classificou a privatização da BR Distribuidora como um “crime de lesa-pátria” e acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para investigar a alteração nos preços dos combustíveis. Essa ação reflete a preocupação do governo com o aumento dos preços, que se intensificou devido a fatores externos, como o fechamento do Estreito de Ormuz, no Irã, que é crucial para o transporte de petróleo.
Além disso, o presidente Lula anunciou um decreto que zera as alíquotas de impostos federais sobre o óleo diesel, uma medida que busca mitigar os impactos da alta nos combustíveis em um ano eleitoral.
Opinião
A discussão sobre a criação de uma nova estatal para distribuição de combustíveis levanta questões importantes sobre a regulação do setor e a necessidade de garantir preços justos para os consumidores.






