A inflação mensal na Argentina ficou em 2,9% em fevereiro de 2026, repetindo o índice registrado em janeiro e marcando o décimo mês consecutivo sem desaceleração, conforme informou o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) do país. Com esse resultado, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acumulou 5,9% nos dois primeiros meses de 2026 e registrou um aumento de 33,1% no acumulado dos últimos 12 meses.
O índice mensal veio acima das expectativas do mercado, que projetava uma inflação de 2,7% em fevereiro, segundo a Pesquisa de Expectativas de Mercado (REM), elaborada pelo Banco Central da República Argentina (BCRA). Assim, o indicador prolonga uma tendência de aceleração gradual observada nos últimos meses.
Aumento nos preços
Após atingir o mínimo de 1,5% em maio de 2025, a inflação mensal começou a subir de forma contínua, passando de 1,6% em junho para 1,9% em julho e agosto, 2,1% em setembro, 2,3% em outubro, 2,5% em novembro e 2,8% em dezembro, até alcançar 2,9% em janeiro e repetir esse patamar em fevereiro.
Segundo o Indec, a categoria com maior aumento no mês foi a de Habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, com alta de 6,8%, impulsionada principalmente pelo reajuste das tarifas de gás, água e eletricidade na maioria das províncias. A segunda maior variação foi registrada em Alimentos e bebidas não alcoólicas, que subiram 3,3%.
Projeções futuras
Apesar do resultado ter ficado acima do esperado, as projeções do mercado continuam apontando para uma desaceleração gradual da inflação nos próximos meses. De acordo com o REM, a taxa mensal poderá se aproximar de 2% em maio, enquanto as estimativas para o segundo semestre do ano a situam entre 1,8% e 1,5%.
Opinião
A inflação crescente na Argentina é um sinal de alerta para a economia, e a desaceleração esperada pode não ser suficiente para tranquilizar o mercado diante dos altos índices atuais.






