O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) confirmou que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) no dia 2 de abril de 2026, mas não revelou qual cargo disputará nas eleições de outubro. Ele seguirá como vice-presidente até o fim do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Alckmin é cotado para disputar uma vaga ao Senado pelo estado de São Paulo, que terá duas cadeiras em disputa neste ano. Seu partido, o PSB, pretende mantê-lo como vice na chapa à reeleição de Lula. “Vice-presidente não precisa deixar [o cargo]. Então, você continua na vice-presidência. Agora, ministério, pra qualquer cargo que for disputar, você tem que se afastar”, afirmou Alckmin.
A data de 2 de abril é o limite para quem deseja disputar um cargo executivo, conforme as regras da Justiça Eleitoral. Embora o limite oficial seja no dia 4, Alckmin escolheu a data anterior por ser um dia depois da Sexta-feira Santa.
No entanto, a candidatura de Alckmin à reeleição com Lula enfrenta resistência interna no PT, que deseja lançá-lo ao Senado para fortalecer o palanque do partido em São Paulo. O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette (SP), expressou preocupação com o tratamento que Alckmin tem recebido, afirmando: “Um vice desleal não mereceria o que ele está vivendo. Ainda mais um vice leal como ele”.
Recentemente, o presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, se reuniu com Lula para discutir a continuidade da parceria entre os partidos. Campos saiu da reunião “animado” e “seguro” quanto à manutenção da aliança.
Por outro lado, o MDB manifestou descontentamento com uma possível aliança com o PT, com 17 diretórios estaduais assinando uma carta contra a parceria. O vice-governador de Goiás, Daniel Vilela, destacou que a chance de coligação com o PT é “absolutamente zero”.
Opinião
A saída de Alckmin do MDIC e sua possível candidatura ao Senado refletem as tensões internas nos partidos e a complexidade das alianças políticas no Brasil.






