O partido Novo está se mobilizando para formar uma nova frente política, a chamada Bancada da Justiça, composta por juristas e advogados com o objetivo de atuar contra os abusos do Supremo Tribunal Federal (STF). O mais recente a se juntar a essa iniciativa é Fábio Pagnozzi, advogado da ex-deputada federal Carla Zambelli, que oficializou sua filiação ao partido no dia 11 de março de 2026.
Além de Pagnozzi, outros nomes de peso também estão se destacando na articulação do Novo, como Jeffrey Chiquini, advogado do ex-assessor Filipe Martins, e Deltan Dallagnol, ex-procurador e ex-deputado federal. O apoio à iniciativa vem do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, que já se posicionou a favor de um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, assinado pelo partido no dia 9 de março de 2026.
O pedido de impeachment é fundamentado nas recentes revelações sobre as relações de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Em fevereiro de 2024, a esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci de Moraes, celebrou um contrato de R$ 129 milhões com o Banco Master, o que levantou suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse.
Enquanto isso, a direita se mobiliza em resposta à condução de Moraes em relação a Filipe Martins, que foi transferido para o Complexo Médico Penal do Paraná após ameaças de rebelião na casa de custódia onde estava. A transferência foi revertida por Moraes, que alegou não ter autorizado a operação, gerando ainda mais controvérsia. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro pressionou o governador do Paraná, Ratinho Júnior, a agir em relação à segurança no presídio, em um vídeo que se tornou viral.
Opinião
A formação da Bancada da Justiça pelo Novo demonstra uma estratégia clara de mobilização política contra o STF, refletindo um cenário de crescente tensão entre os poderes.






