O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou sua saída do cargo em 09/03/2026, alegando “missão cumprida”. No entanto, sua gestão deixa como legado uma dívida pública em trajetória alarmante, com aumento significativo durante seu mandato.
Quando assumiu em 2023, a dívida bruta do Brasil era de 71,7% do PIB, mas atualmente subiu para 79%. Projeções indicam que esse número pode chegar a quase 85% até o fim de 2026, refletindo um cenário preocupante para a economia nacional.
Aumento de Impostos e o Arcabouço Fiscal
Haddad focou na recuperação da base de arrecadação, implementando um aumento de impostos e o fim de isenções sobre combustíveis. Essa estratégia, embora tenha gerado receita, resultou em críticas e um apelido nas redes sociais: ‘Taxad’. A criação do arcabouço fiscal para substituir o Teto de Gastos visava controlar as contas do país, mas especialistas apontam que os resultados foram alcançados por meio de ajustes contábeis, mascarando a realidade financeira.
Desafios e Crises de Imagem
Durante sua gestão, Haddad enfrentou várias crises de imagem, incluindo a polêmica sobre a taxação do Pix e resistência do Congresso às suas propostas de reoneração da folha de pagamentos. Além disso, o anúncio de cortes de gastos junto ao aumento da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil gerou uma percepção contraditória nas suas políticas.
Pontos Positivos e Avanços Estruturais
Apesar dos desafios, Haddad deixou alguns pontos positivos, como a aprovação da Reforma Tributária sobre o consumo, que simplifica a cobrança de impostos, e o Marco Legal das Garantias, que facilita o acesso ao crédito. Essas reformas eram tentadas por gestões anteriores e só foram concluídas durante sua administração.
Opinião
A gestão de Fernando Haddad na Fazenda é marcada por avanços em reformas importantes, mas também por um aumento preocupante da dívida pública e crises de imagem que podem impactar sua trajetória política futura.






