No Dia Internacional da Mulher, 8 de março, milhares de mulheres se reuniram na Avenida Paulista em um ato que clama pelo fim da violência e do feminicídio no Brasil. Apesar da forte chuva, as manifestantes saíram em caminhada até a Praça Roosevelt, segurando sombrinhas e faixas com mensagens de protesto.
Violência e Feminicídio em Alta
O ato, que ocorreu simultaneamente em várias cidades brasileiras, destaca a alarmante estatística de que 270 mulheres foram mortas em São Paulo em 2025, representando uma alta de 96,4% em relação a 2021. Alice Ferreira, uma das coordenadoras do Levante Mulheres Vivas, enfatizou a necessidade de ações concretas e orçamentos públicos para combater essa situação crítica.
Representação e Intervenções
Durante o ato, as manifestantes realizaram intervenções, incluindo a instalação de sapatos femininos ao longo da avenida, simbolizando as vítimas de feminicídio. “Estamos aqui pelo combate efetivo do feminicídio e da violência contra a mulher”, afirmou Alice Ferreira, ressaltando a importância de medidas efetivas em todas as esferas do governo.
Demandas por Mudanças
Além do fim da violência, as mulheres também pediram o fim da escala 6×1, uma jornada de trabalho que muitas vezes não permite descanso adequado. Luana Bife, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), destacou que essa mudança é crucial para permitir que as mulheres cuidem de si mesmas e de suas famílias.
Movimentos Sociais e Sindicais
O ato, intitulado Em Defesa da Vida das Mulheres, contou com a participação de diversos movimentos sociais e sindicais, incluindo a União Nacional por Moradia Popular, Movimento de Mulheres Camponesas e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), entre outros. Juntas, essas vozes clamam por políticas públicas que garantam a segurança e os direitos das mulheres.
Opinião
O ato na Avenida Paulista evidencia a urgência de ações efetivas contra a violência de gênero e a necessidade de um compromisso coletivo em prol da vida das mulheres.






