A Petrobras informou que não há risco de desabastecimento de petróleo no Brasil, mesmo diante da escalada do conflito no Oriente Médio envolvendo Irã, Estados Unidos e Israel. A estatal garantiu que as operações de importação e exportação seguem normalmente, afastando temores de impacto imediato no mercado interno.
Em uma nota oficial divulgada no dia 2 de março de 2026, a companhia destacou que utiliza rotas alternativas para o transporte de petróleo, evitando o Estreito de Ormuz, uma rota crítica que representa cerca de 20% do petróleo mundial. Essa estratégia proporciona segurança e custos competitivos para as operações da empresa.
Impacto do Conflito no Mercado Global
O alerta internacional aumentou após o Irã anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz em resposta a ataques envolvendo os Estados Unidos e Israel. A ameaça elevou o risco de interrupções no transporte de petróleo, pressionando as cotações no mercado global. O barril do Brent chegou a subir até 13%, alcançando US$ 82, o maior nível desde janeiro de 2025.
Especialistas acreditam que parte do risco geopolítico já foi incorporada aos preços internacionais, mas a duração e a intensidade do conflito serão fatores determinantes para a trajetória do petróleo nas próximas semanas. A expectativa é que o barril permaneça acima de US$ 80, caso o conflito se prolongue.
Política de Preços da Petrobras
Apesar da alta no mercado externo, a Petrobras evita repassar oscilações pontuais aos combustíveis no Brasil. A política comercial da companhia leva em consideração o preço internacional do petróleo e a taxa de câmbio, que afetam diretamente os custos. O bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz é visto como o principal fator de incerteza no atual cenário.
Opinião
A postura da Petrobras em garantir o abastecimento é crucial em tempos de incerteza, especialmente com a instabilidade no Oriente Médio.






