O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou que pode se candidatar a um cargo eletivo em São Paulo a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No entanto, Haddad permanece reticente em relação a essa possibilidade, especialmente por conta do favoritismo do atual governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição.
Pressão do PT e Definição em Março
Durante um evento na Universidade de São Paulo (USP), Haddad comentou que a definição sobre sua candidatura deverá ocorrer em 3 de março de 2026. Ele afirmou: “Manifestei desde o começo do ano que não tinha a intenção de participar do pleito deste ano. O presidente tem desenhado os cenários em que minha participação seria necessária”.
O PT tem pressionado Haddad para que ele dispute a eleição em São Paulo, mesmo que não consiga se eleger. A justificativa do partido é que sua candidatura poderia fortalecer o palanque de Lula no estado. Além disso, o PT também está pressionando o vice-presidente Geraldo Alckmin para que ele concorra ao Senado.
Restrições e Tensão no PSB
Entretanto, Alckmin enfrenta resistência do PSB, que prefere que ele permaneça como vice na chapa à reeleição do petista. O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, expressou descontentamento com a forma como o PT tem tratado Alckmin, considerando injusto desconsiderar sua posição.
Opinião
A situação política em São Paulo se complica com as pressões internas do PT e a forte concorrência de Tarcísio de Freitas, o que pode impactar as estratégias eleitorais do partido.






