O grupo político-militar Hezbollah, do Líbano, voltou a lançar ataques com mísseis e drones contra Israel nesta segunda-feira, 2 de outubro de 2024. Em resposta, Israel lançou novos ataques em diversas partes do Líbano, incluindo os subúrbios de Beirute, a capital do país. Este foi o primeiro ataque do grupo xiita desde o cessar-fogo costurado em novembro de 2024.
Apesar do acordo, Israel tem realizado ataques e incursões militares contra o território libanês, alegando atingir alvos do Hezbollah para evitar sua recuperação militar. O Hezbollah justificou seus ataques contra uma das defesas antimísseis de Israel, na cidade de Haifa, como um ato “legítimo” de autodefesa, após 15 meses de violações do cessar-fogo pelo governo israelense.
Condenação do governo libanês
O presidente do Líbano, Josefh Aoun, condenou a ação do Hezbollah, afirmando que o lançamento de mísseis contra Israel mina os esforços do país para se manter afastado de conflitos militares. “Embora condenemos os ataques israelenses em território libanês, alertamos que a utilização contínua do Líbano como plataforma para guerras por procuração exporá mais uma vez o nosso país a perigos”, declarou em comunicado.
Reação de Israel
As Forças de Defesa de Israel (FDI) também se manifestaram, afirmando que o ataque do Hezbollah atingiu áreas civis e que “eles pagarão um preço alto” pela ação. As FDI anunciaram que os ataques continuariam e que sua intensidade aumentaria, lançando uma primeira onda ampla de ataques em Beirute e no sul do Líbano, visando operativos, quartéis-generais e infraestrutura terrorista.
Contexto do conflito
O conflito entre Hezbollah e Israel remonta a 1978, quando os militares de Tel Aviv invadiram o Líbano em busca da resistência palestina. O grupo Hezbollah surgiu como uma guerrilha apoiada pelo Irã, lutando contra a ocupação militar de Israel no Líbano. Em 2000, a resistência libanesa conseguiu expulsar Israel do Líbano, mas o conflito se intensificou em diversas ocasiões desde então.
Opinião
A escalada de violência entre Hezbollah e Israel destaca a fragilidade da paz na região e a necessidade urgente de um diálogo que evite novas perdas de vidas.






