O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, afirmou que nenhum brasileiro solicitou auxílio para deixar o Irã, que enfrenta uma situação de apreensão e tensão devido a ataques diários. A comunidade brasileira no país é pequena, com cerca de 200 pessoas, formadas em sua maioria por mulheres brasileiras casadas com iranianos.
Guimarães destacou que, até o momento, não há notícias de brasileiros que tenham sido vítimas dos ataques. Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, ele mencionou que um único brasileiro, um treinador de futebol, deixou o Irã por meios próprios, atravessando a fronteira com a Turquia.
Condições no Irã
O embaixador explicou que a orientação do governo brasileiro é de proporcionar assistência aos cidadãos e proteger a equipe da embaixada. Apesar da situação delicada, ele acredita que ainda é “muito cedo” para considerar a retirada de toda a equipe do país. Guimarães relatou que, embora os ataques sejam frequentes e violentos, não há falta de energia, água, e os mercados permanecem abastecidos.
Contexto dos Ataques
Os ataques, conforme relatado pelo embaixador, são direcionados a estruturas do exército e da Guarda Revolucionária do Irã. Ele ressaltou que, apesar da intensidade dos bombardeios, não é certo qual prédio está relacionado aos objetivos dos ataques. A situação tornou-se ainda mais crítica após o assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em 28 de outubro, durante a agressão militar dos Estados Unidos e Israel. No dia 1º de novembro, foi anunciada a formação de um órgão colegiado para substituí-lo.
Opinião
A situação no Irã reflete um momento de incertezas e desafios, tanto para os cidadãos iranianos quanto para os brasileiros que vivem no país, exigindo cautela e vigilância constante.






