Economia

Roberto Ardenghy alerta: ataques ao Irã elevam preço do petróleo, mas cenário é incerto

Roberto Ardenghy alerta: ataques ao Irã elevam preço do petróleo, mas cenário é incerto

O presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Roberto Ardenghy, destacou que os recentes ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã indicam uma tendência altista no preço do petróleo, embora a situação permaneça indefinida.

Na última sexta-feira (27), o preço do barril do petróleo do tipo Brent fechou a US$ 72,48, com uma alta de 2,45%. Ardenghy prevê que na próxima segunda-feira (2), o aumento pode variar entre US$ 3 e US$ 5, dependendo da gravidade dos eventos no Oriente Médio.

Impacto do Estreito de Ormuz

O presidente do IBP ressaltou a importância do Estreito de Ormuz, uma rota crucial que transporta 25% do petróleo exportado no mundo. Qualquer instabilidade nessa área pode afetar significativamente o mercado global.

Ardenghy comentou que a guerra altera o cenário esperado de estabilidade entre produção e consumo de petróleo até 2026 e 2027, quando os preços poderiam variar entre US$ 60 e US$ 75.

Oportunidades para o Brasil

Com a possibilidade de um conflito prolongado no Oriente Médio, o Brasil, que é o nono exportador mundial de petróleo, pode se posicionar como uma alternativa viável para países que dependem da produção da região. O petróleo brasileiro, proveniente do pré-sal, é conhecido por sua qualidade e por ter baixa emissão de carbono.

Entretanto, o Brasil deve estar preparado para enfrentar a concorrência de países como Nigéria, Guiana e Guiné Equatorial, que também buscam expandir sua presença no mercado global.

Opinião

A situação do mercado de petróleo é complexa e cheia de incertezas, mas a possibilidade de o Brasil se destacar como fornecedor confiável pode ser uma oportunidade estratégica em tempos de crise geopolítica.