As estatais brasileiras enfrentam um desafio significativo, com um rombo de R$ 4,9 bilhões registrado em janeiro, conforme dados divulgados pelo Banco Central. Este valor representa quase todo o déficit acumulado no ano de 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões.
O relatório do Banco Central não inclui grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras, que adotaram uma governança similar à iniciativa privada e, portanto, não são contabilizadas nesse indicador. A expectativa é que os Correios apresentem o maior rombo, uma vez que a empresa vem enfrentando sucessivos prejuízos.
Superávit primário e dívida pública
O rombo das estatais contrasta com o superávit primário do setor público, que alcançou R$ 103,7 bilhões em janeiro, ligeiramente abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, que foi de R$ 104,1 bilhões. Essa diferença indica uma leve piora no desempenho fiscal, mas ainda assim destaca a crescente preocupação com os prejuízos das estatais, que quase quintuplicaram em relação ao mesmo período do ano passado.
O saldo positivo foi impulsionado, principalmente, pelo governo federal, que registrou um superávit de R$ 87,3 bilhões, além de R$ 21,3 bilhões obtidos por estados e municípios. Quando se considera a dívida pública, a dívida bruta permanece em R$ 10,1 trilhões, equivalente a 78,7% do PIB, enquanto a dívida líquida apresenta uma leve melhora, recuando para 65% do PIB, totalizando R$ 8,3 trilhões.
Desempenho da Petrobras
Em um cenário mais positivo, o Ministério da Gestão e Inovação (MGI) apresentou números favoráveis, com lucros de bancos públicos e da Petrobras, que sozinha responde por quase 70% do lucro total de R$ 136,3 bilhões em 2025, um crescimento de 22,5%.
Opinião
O rombo significativo das estatais exige uma atenção especial do governo, que precisa encontrar soluções eficazes para reverter essa tendência e garantir a saúde fiscal do país.






