Economia

Ministério da Saúde libera exame genético gratuito e promete diagnósticos mais rápidos

Ministério da Saúde libera exame genético gratuito e promete diagnósticos mais rápidos

O Ministério da Saúde (MS) anunciou no dia 26 de outubro que o Sequenciamento Completo do Exoma (WES) será disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Este exame é essencial para confirmar doenças raras de origem genética e, na rede privada, seu custo pode chegar a até R$ 5 mil.

Com essa nova iniciativa, as famílias poderão receber o diagnóstico em até seis meses, uma redução significativa em relação ao tempo de espera anterior, que era de até sete anos. Segundo Maria Cecília Oliveira, Conselheira Nacional de Saúde, essa mudança representa um avanço crucial, considerando que o diagnóstico é o maior desafio enfrentado por muitas famílias que lidam com doenças raras no Brasil.

O MS também informou que dois laboratórios no Rio de Janeiro realizarão os exames: o Instituto Nacional de Cardiologia (INC) e uma unidade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Esses locais têm a capacidade de realizar até 20 mil diagnósticos por ano, atendendo a demanda nacional.

Investimentos e Ampliação de Serviços

Além da oferta do exame, o Ministério da Saúde anunciou um investimento de R$ 44 milhões para a habilitação de 11 novos serviços no SUS, ampliando a rede de atendimento para 51 serviços especializados em doenças raras. O ministro Alexandre Padilha destacou que essa ação visa consolidar a maior rede pública de diagnóstico e cuidado de doenças raras do mundo.

O sequenciamento do WES analisa as partes do DNA onde estão a maioria das alterações genéticas ligadas às doenças. O exame pode ser realizado a partir de amostras de sangue ou saliva e é capaz de confirmar diagnósticos de doenças que podem ser detectadas no teste do pezinho, como fibrose cística, fenilcetonúria, hipotireoidismo congênito, entre outras.

Opinião

A iniciativa do Ministério da Saúde é um passo importante para garantir acesso a diagnósticos mais rápidos e eficazes para famílias que enfrentam o desafio das doenças raras, mas a implementação efetiva ainda depende de uma rede assistencial bem estruturada.