O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes decidiu nesta sexta-feira (27) derrubar a quebra de sigilo da empresa Maridt Participações, que conta com o ministro Dias Toffoli entre seus sócios. Essa decisão provocou uma resposta imediata do senador Sérgio Moro (União-PR) nas redes sociais, em que ele fez referência à crítica de Mendes à operação Lava Jato.
Em sua postagem, Moro afirmou: “blindagem se escreve com G”, em uma clara alusão à defesa que Mendes parece oferecer a seus pares no STF. O ex-juiz federal criticou a falta de um código de ética dentro da corte e sugeriu que a decisão de Mendes era uma interferência nas investigações da CPI do crime organizado.
As Críticas de Gilmar Mendes
Na véspera, Gilmar Mendes havia criticado a operação Lava Jato e a relação de seus protagonistas com a imprensa, insinuando que muitos jornalistas atuaram como ghostwriters para Moro. Mendes afirmou que “muitos jornalistas importantes, hoje talvez até promovidos na mídia qualificada, eram ghostwriters de Moro e companhia”.
Pressão sobre o STF
O STF enfrenta uma crescente pressão por sua atuação, especialmente em meio ao escândalo do banco Master. Entidades de combate à corrupção, como a Transparência Internacional Brasil, estão cobrando a implementação de um código de ética para a corte. Além disso, um artigo da The Economist criticou o STF, destacando que a instituição está envolvida em um enorme escândalo.
Em resposta às críticas de Mendes, Moro também mencionou que o ministro tenta desviar a atenção do público em relação à matéria da The Economist, que retratou o STF de maneira negativa. “O Min Gilmar Mendes quer desviar a atenção da opinião pública sobre a matéria da @theeconomist na qual foi retratado de maneira bem negativa. Devia falar sobre ela e não sobre bobagens”, escreveu Moro em sua conta no X.
Opinião
A troca de farpas entre Gilmar Mendes e Sérgio Moro revela a tensão crescente no cenário político e judicial brasileiro, evidenciando as divisões e as pressões que o STF enfrenta atualmente.






