A Operação Matrioska, realizada pela Polícia Civil do Paraná (PCPR) com o apoio das forças de Mato Grosso do Sul, desmantelou um grupo criminoso que atuava no tráfico interestadual de drogas. A operação foi liderada por um detento que, mesmo preso, coordenava a quadrilha através de celulares.
Mandados e Investigações
Na ação, foram cumpridos 24 mandados de prisão preventiva e 34 mandados de busca e apreensão em municípios como Pato Branco, Clevelândia, Mariópolis, Cascavel e Campo Grande. As investigações começaram em agosto de 2022, após a prisão de uma mulher transportando mais de dois quilos de crack.
O líder do tráfico, que está preso desde maio de 2018 por feminicídio, utilizava celulares para determinar rotas de transporte e gerenciar a distribuição de drogas. Durante a operação, foram encontrados sete celulares em sua cela, confirmando sua atuação criminosa.
Perfil dos Detidos
Mais da metade dos presos na operação são mulheres, que desempenhavam funções estratégicas, como logística e gestão financeira. Todas as detenções estão relacionadas a crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de dinheiro.
Contexto Nacional
Dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública indicam que o Brasil confiscou 1,6 mil toneladas de droga em 2022, com Paraná e Mato Grosso do Sul respondendo por cerca de 990 toneladas. Isso representa 61,87% do total apreendido no país.
Opinião
A complexidade da operação revela a necessidade de uma resposta mais eficaz das autoridades no combate ao tráfico de drogas, especialmente em regiões com forte atuação criminosa.






