O PT passa por um racha interno sobre a permanência de Geraldo Alckmin como vice na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a disputa eleitoral deste ano. O PSB reagiu e acusou a legenda de tratamento injusto ao atual vice-presidente.
A crise ganhou força após setores petistas defenderem a substituição de Alckmin em meio às articulações para a disputa de outubro. A tensão veio à tona depois de uma reunião da executiva do PT em São Paulo, que expôs divergências entre dirigentes sobre a composição da chapa que irá às urnas.
Reações e Divergências
O deputado Jonas Donizette, líder do PSB na Câmara, defendeu a permanência de Alckmin, afirmando que a troca pode gerar instabilidade política dentro da base aliada. “Eu tenho certeza que ele continua de vice. Acho injusto o que estão fazendo com ele”, declarou Donizette.
A possibilidade de mudança ganhou força após integrantes do PT articularem uma aproximação com o MDB, partido que atualmente ocupa três ministérios no governo federal. Donizette alertou que, se Alckmin for substituído, isso pode criar um vácuo que resultará em conflitos políticos.
Encontro entre Campos e Lula
O presidente nacional do PSB e prefeito do Recife, João Campos, se reuniu com Lula no dia 10 de fevereiro para reforçar a posição do partido. Campos saiu do encontro “animado” e “seguro” quanto à manutenção da parceria entre PT e PSB.
O clima entre os partidos é de expectativa, e ambos buscam construir uma relação sólida para as próximas eleições. Campos enfatizou a importância da construção de uma relação de carinho e respeito entre os líderes.
Opinião
A permanência de Alckmin como vice é crucial para a estabilidade da chapa, e a pressão interna no PT pode afetar a aliança com o PSB, que é vital para o sucesso nas eleições.






