Eleições

Camilo Santana propõe vice do MDB e alerta sobre polarização na chapa de Lula

Camilo Santana propõe vice do MDB e alerta sobre polarização na chapa de Lula

O ministro da Educação, Camilo Santana (PT), defendeu a ampliação de alianças na chapa do presidente Lula (PT) em uma entrevista concedida à Folha de São Paulo no dia 26 de fevereiro de 2026. Durante a conversa, ele sugeriu três nomes do MDB para o cargo de vice-presidente: o ministro dos Transportes, Renan Filho; o governador do Pará, Helder Barbalho; e a ministra do Planejamento, Simone Tebet.

Camilo, que foi ex-governador do Ceará, acredita que é crucial manter o vice na corrida pela reeleição, mas reconhece a necessidade de ampliar o arco de alianças devido à polarização política atual. Ele afirmou: “Vejo dois grandes nomes. Primeiro o do Renan Filho, que tem sido um grande ministro, jovem e talentoso. O outro é o Helder Barbalho. A prioridade é do Alckmin, mas se for necessário ampliar, esses são bons nomes do MDB.”

Além disso, Camilo enfatizou a importância de discutir o tema dentro do PT, referindo-se a uma declaração de Lula sobre o papel de Alckmin em São Paulo. A chapa no estado enfrenta incertezas, especialmente após a negativa do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), em concorrer ao governo. Simone Tebet, por sua vez, deve se candidatar ao Senado por São Paulo, enfrentando o deputado federal Guilherme Derrite (PP-SP).

Outro ponto levantado por Camilo foi a oscilação da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, em sua intenção de concorrer pela Rede. Na análise da disputa pela presidência, o ministro classificou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como uma força do bolsonarismo, afirmando que ele “dá trabalho” na disputa, especialmente ao lado do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Camilo também destacou que, dependendo do número de candidatos, a eleição pode ser decidida já no primeiro turno.

Opinião

A proposta de Camilo Santana reflete a necessidade de união em tempos polarizados, mas a escolha do vice será crucial para a estratégia eleitoral do PT.